Avaliar a composição corporal de pessoas com mais de 65 anos – particularmente a massa muscular localizada nos braços e nas pernas (apendicular) – pode ser uma estratégia eficaz para estimar a longevidade, foi o que mostrou um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), apoiado pela FAPESP e divulgado no Journal of Bone and Mineral Research.

Depois de acompanhar um grupo de 839 idosos ao longo de aproximadamente quatro anos, os pesquisadores observaram que o risco de mortalidade geral durante o período foi quase 63 vezes maior entre as mulheres com pouca massa muscular apendicular. Entre os homens, que já na primeira avaliação apresentavam baixa porcentagem de músculos nos membros, a chance de morrer foi 11,4 vezes maior.

O artigo Association of Appendicular Lean Mass, and Subcutaneous and Visceral Adipose Tissue With Mortality in Older Brazilians: The São Paulo Ageing & Health Study, de Felipe M. de Santana, Diogo S. Domiciano, Michel A. Gonçalves, Luana G. Machado, Camille P. Figueiredo, Jaqueline B. Lopes, Valéria F. Caparbo, Liliam Takayama, Paulo R. Menezes e Rosa M. R. Pereira, pode ser lido aqui.

Fonte: Agência FAPESP | Por Karina Toledo

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