Estudo epidemiológico publicado no British Journal of Cancer, realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e da Harvard University, nos Estados Unidos, analisou a relação entre atividade física e o desenvolvimento de adenoma colorretal, independentemente de outros fatores de risco conhecidos para câncer colorretal, como alimentação, tabagismo e consumo de álcool.

Na comparação com pessoas com baixo nível de atividade física (menos de 60 minutos diários), aquelas que praticaram atividade física só na adolescência (dos 12 aos 22 anos) tiveram redução de 7% no risco de desenvolver adenomas. Para quem praticou só na vida adulta (23 aos 64 anos), a redução foi de 9%. Já em pessoas ativas tanto na adolescência como na fase adulta, o risco foi 24% menor.

O resultado mais surpreendente para os pesquisadores, no entanto, foi a atividade física na adolescência e na vida adulta ocasionar uma redução ainda maior no risco de adenomas avançados (39%), os mais perigosos para o desenvolvimento de câncer colorretal.

De acordo com os pesquisadores, o impacto da atividade física na redução do risco de adenomas estaria relacionado à diminuição de fenômenos inflamatórios e da resistência à insulina.

Leia a notícia completa publicada hoje (2) na Agência Fapesp, clicando aqui.

Fonte: Agência Fapesp por Maria Fernanda Ziegler

British Journal of Cancer

Print Friendly, PDF & Email

 Este post não tem tags para mostrar.