Amauri começou a jogar vôlei no ano de 1972 no Clube Atlético Paulistano, estreou na Seleção Brasileira de Voleibol Masculino em 1976 e terminou sua carreira de atleta em 2004, no E.C.Banespa. “Foram quinze anos na Seleção Brasileira, quatro Olimpíadas, uma medalha de prata em Los Angeles e uma medalha de ouro em Barcelona”, lembrou.

Atualmente, Amauri Ribeiro está trabalhando como diretor técnico do voleibol sentado na Itália, a convite da Federação Italiana de Voleibol (Federazione Italiana Pallavolo – FIPAV). “Desde 2017 estou na Itália fazendo praticamente o mesmo trabalho que realizava no Brasil, como diretor técnico do voleibol sentado e também como técnico da seleção feminina de voleibol sentado. Participamos neste ano, pela primeira vez, de um mundial e conseguimos um grande feito que foi chegar entre os quatro primeiros. Foi muito positivo e motiva todo movimento paralímpico”, contou.

Segundo ele, a Itália quer participar de uma paralimpíada e para auxiliá-los ele está disposto a ficar por lá até 2020. “Vamos treinar duro para conseguir a classificação para o campeonato Europeu e depois para conseguir participar da Paralimpíada”, afirmou.

Amauri começou na modalidade vôlei sentado, junto com o movimento realizado no Brasil, que teve início em 2003. Já em 2004 ele foi convidado pelo então presidente da ABVP – Associação Brasileira de Voleibol Paralímpico, para ser o técnico da seleção masculina. Como técnico, até 2009, conseguiu ganhar o Campeonato Parapan-americano, participar pela primeira vez da Paralimpíada na China em Pequim/2009 e, na sequência, assumiu a presidência da ABVP, atual CBVD – Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes, onde ficou por oito anos. Em 2017 encerrou seu mandato e foi convidado a realizar esse trabalho na Itália.

Depois de tantos anos como atleta profissional e técnico no Brasil é que Amauri foi conhecer essa nova modalidade esportiva – voleibol sentado. “Tive o privilégio de participar do seu desenvolvimento e ver o Brasil como uma potência, tanto entre equipes mundiais masculinas quanto as femininas. Quando deixei a CBVD, o masculino estava em segundo lugar no ranking mundial e o feminino em terceiro”.

Segundo Amauri, que já vinha auxiliando a Itália, antes mesmo do convite oficial, não é fácil encontrar atletas paralímpicos e há poucos profissionais que tenham conhecimento de como trabalhar com eles. “Eu me especializei desde o início. Logo de cara eu já gostei, pois se trata de esporte. Muitos ainda não entendem e acham que se trata de uma atividade para ‘coitadinhos’, mas não é”, explicou o experiente Amauri, que não vê diferença entre paralimpíada e olimpíada, pois “estão todos ali competindo e dando seu melhor”.

A atualização profissional e especialização na área em que se pretende atuar favorece a contratação dos Profissionais de Educação Física. “O voleibol sentado é uma modalidade nova e deve ser considerada uma oportunidade no mercado de trabalho”, lembrou Roberto Saad, chefe de gabinete do CREF4/SP.

Na Itália, Amauri fez um prognóstico de estar entre os 10 primeiros no mundial. “Entramos em último (de 16 times) e conseguimos ficar em quarto lugar no mundial. Agora estamos muito motivados”, concluiu.

Amauri Ribeiro – CREF 016469-P/SP, esteve no CREF4/SP para atualização de seus dados cadastrais.

Clique aqui para conhecer a Federazione Italiana Pallavolo – FIPAV.

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