Aconteceu no dia 28 de junho o 2º Prêmio “O DNA do Brasil” 2017, no Museu da República em Brasília/DF. O prêmio é resultado do trabalho desenvolvido entre o IDECACE (Instituto para o Desenvolvimento da Criança e Adolescente pela Cultura e Esporte) e o Governo do Distrito Federal e premiou os destaques dos anos de 2015/2016 em diversas categorias. O 2º Prêmio DNA do Brasil vem da necessidade de uma política de formação de base esportiva inclusiva para o país, impulsionado pelas Olimpíadas Rio 2016.

DNA do Brasil é um programa desenvolvido pelo Instituto IDECACE, estruturado na Detecção de Talentos para Esporte e Vocação Profissional, balizado em um método científico nas áreas que tem nos seus fundamentos os seguintes pressupostos: avaliação psicológica, sociológica, vocacional e motora.

A jornalista Mylena Ciribelli, madrinha do programa, foi a apresentadora dos premiados, que contou com a participação do vocalista do grupo Double You, William Naraine, também parceiro do projeto. E, durante toda a premiação, Erika Mello, artista plástica revelação, concluiu e expos a primeira de cinco obras de arte da série Legado Social.

No evento, também foi apresentada a parceria entre a ABSMEL (Associação Brasileira de Secretários Municipais de Esportes e Lazer), UCB (Universidade Castelo Branco) e IDECACE, na qualificação dos profissionais com o lançamento do curso de Pós-graduação Detecção e Desenvolvimento de Talentos na Infância e Adolescência do DNA Brasil.

Emoção, parceria e determinação

A maior preocupação do presidente do IDECACE, Wilson Cardoso, é formar o ser humano. “Existe um trabalho muito maior do que detectar que é encaminhar, acompanhar e isso só se faz através do professor e do entendimento da família”, disse Wilson.

Para Rogério Sampaio, secretário nacional da ABCD (Agência Brasileira de Controle de Dopagem), representando o ministro do esporte, Leonardo Picciani, o projeto DNA do Brasil mostra como o esporte pode ser transformador. “Essa parceria entre o Governo Federal e o IDECACE tem a capacidade de transformar as pessoas. O esporte pode ser individual ou coletivo, mas para chegar à vitória precisamos do apoio de muitos. O apoio da família é fundamental para que o esporte consiga atingir seu objetivo. São 25 mil jovens – crianças e adolescentes, beneficiados pelo projeto. É através do esporte que acreditamos que o Brasil possa mudar”, concluiu.

“Programas como esse devem atingir todo o país”, disse Humberto Panzetti, presidente da ABSMEL, “Está escrito na lei que temos de priorizar o esporte nacional e é isso que nós, secretários, estamos fazendo. As pessoas que fazem esporte no país hoje estão aqui. Temos de buscar e convencer que o esporte tem o potencial de transformar a sociedade e de ser a grande assessoria na saúde e na educação”, argumentou Panzetti.

Para Leila Barros, secretária de esportes do Distrito Federal, “trata-se de uma parceria de sucesso que tem modificado muitas vidas dentro dos centros olímpicos. No programa podemos dar a cada aluno a possibilidade de ter uma oportunidade”. Num discurso emocionado de atleta, Leila, que saiu da escola e chegou ao alto rendimento, tendo a honra de ter participado de três olimpíadas, citou a fala de Humberto Panzetti, ressaltando a valorização da essência do esporte. “O campeão olímpico mais perde do que ganha. No esporte, entendemos desde cedo que tem uma linha muito tênue entre ganhar e perder”, argumentou.

O esporte unido com a educação dará como frutos super-homens, com valores, com dignidade, pessoas capacitadas para enfrentar os desafios da vida. “Temos crianças de 4 a idosos de 80 anos nos centros olímpicos. O programa é isso”, explicou. Para Leila, o Brasil é uma potência esportiva. “É preciso buscar juntos soluções, respeito e que todos tenham a compreensão de que o esporte, aliado à educação, ajudará nossas crianças a serem bons cidadãos”. Finalizou parabenizando aqueles que entendem a essência do esporte e para todos os profissionais e familiares pela participação no projeto.

Wilson Cardoso, do IDECACE, acrescentou que foi dado o primeiro passo durante os últimos 10 anos. Ele tem o objetivo de mudar a questão do esporte no país e para ele, o melhor caminho é o professor. E ele entende que esses valores serão replicados pelo Brasil inteiro com o curso de Pós-graduação Detecção e Desenvolvimento de Talentos na Infância e Adolescência do DNA Brasil, certificado pelo MEC. “Estive em todos os estados brasileiros com uma pasta embaixo do braço, com um sonho, e hoje montamos um projeto que tem a possibilidade de ser um modelo para o Brasil”, comentou. “Leila Barros e Prof. Dr. Antônio Carlos Gomes foram alguns de nossos apoiadores”, agradeceu.

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