Parte da mídia tem colocado atividade física e as academias como práticas de alto risco para o contágio do COVID-19, sem ouvir o Profissional de Educação Física, ignorando que há um rígido protocolo criado por esse CREF4/SP, capaz de mitigar os riscos da contaminação nas academias. 

O bom jornalismo exige um profundo conhecimento dos fatos a serem divulgados, bem como a oitiva de todas as partes envolvidas. Divulgar uma matéria, criticando o trabalho das academias, baseada na opinião pessoal de um único Médico, não reflete a posição da CIÊNCIA. Revela na verdade total desconhecimento sobre os protocolos e pesquisas internacionais sobre o tema. 

A mais ampla pesquisa sobre o tema foi realizada na Noruega, na cidade de Oslo. Cinco academias foram abertas especificamente para a realização do estudo, que contou com 3.764 indivíduos com idades entre 18 e 64 anos, sem nenhuma comorbidade que aumentasse o risco dos participantes.

O grupo testado foi composto por 1.896 indivíduos que frequentaram as academias, enquanto os outros 1.868 fizeram parte do grupo controle e se mantiveram afastados das academias. As atividades realizadas incluíram desde exercícios individuais até aulas coletivas e eles realizavam os treinamentos entre 1 e 6 vezes por semana. 

O grupo que realizou os treinamentos nas academias seguiu protocolos de distanciamento e higienização, semelhantes aos recomendados pelo CREF4/SP e o resultado da pesquisa revelou, após testar todos os praticantes, que nenhuma pessoa foi infectada nas academias e que não houve visitas a ambulatórios ou internações devido ao COVID-19 em nenhum dos grupos. Dos 91 funcionários que trabalharam nas instalações de treinamento, nenhum testou positivo.

Ocultou a matéria que o Profissional de Educação Física integra o rol de Profissões da Saúde, conforme prevê o Ministério da Saúde na Portaria n. 218/1997 e foi capacitado pelo mencionado Ministério para o enfrentamento da pandemia do COVID, conforme a Portaria n. 639/2020. Portanto, está apto a manejar medidas preventivas e corretivas no enfrentamento da pandemia.

A matéria, como foi lançada, cria pânico na população, tem o objetivo de desestimular a prática da atividade física, de desprestigiar o Profissional de Educação Física e seus conhecimentos. Atribuir às academias como fonte de contaminação é o mesmo que divulgar que os hospitais são equipamentos de risco, quando na verdade os protocolos são eficientes para evitar o contágio dentro dessas unidades de saúde. 

Seguindo os protocolos de segurança, as academias são ambientes absolutamente seguros, os Profissionais de Educação Física estão capacitados para adotar as melhores práticas e a prática da atividade física orientada contribui para a resposta imunológica.

Fortes nesses argumentos científicos, o CREF4/SP repudia veementemente matérias jornalistas rasas, com objetivo de desinformar e criar pânico na população. O jornalismo sério exige no mínimo que todas as partes envolvidas sejam ouvidas. Falar das academias e das atividades físicas sem ouvir um Profissional de Educação Física ou seu Conselho Profissional é promover a desinformação, cultuar o pânico, atender interesses ocultos. 

A quem interessar a desqualificação da profissão, saibam que estamos vigilantes. A Educação Física mostrou e mostrará o seu valor na prevenção dessa e de outras doenças, afinal, é a única profissão que efetivamente proporciona saúde, enquanto as demais tratam o doente.